Corriqueiramente usada com conotação ofensiva, o simples uso
da palavra “puta” associada a algum ente querido, comumente a mãe, significa
uma ofensa sem igual. Mas qual seria o motivo de tamanho peso de uma palavra de
quatro letras, simples e que existe em todas as línguas? Puta!
Sagradas, respeitadas e admiradas!
Isso é o que as profissionais do sexo eram em vários pontos da história. Na
Grécia antiga e no Egito, por exemplo, onde as mulheres eram confinadas física
e psicologicamente, aquelas que se tornavam meretrizes eram louvadas pela sua
liberdade sexual e financeira. O ponto no qual queremos chegar é a evidente a
culpa do patriarcalismo instaurado através dos séculos, que repudia a
independência financeira e principalmente sexual das mulheres.
A ausência de cuidado do Estado
com é grande. As forças que defendem o respeito e a cobertura do Estado para
com a prostituição batem de frente - principalmente em países muito religiosos,
mesmos que laicos – com o conservadorismo sólido e apoiado em tradições de
moral patriarcal. A legislação brasileira sobre a prostituição é vaga e pouco
útil, uma vez que permite apenas que mulheres (não, não tem legislação sobre
prostituição de outros gêneros) se prostituam a céu aberto, na rua, sem poder
fazê-lo legalmente em uma casa ou algum lugar mais seguro.
A partir deste ponto, gostaria de
chamar-lhe a atenção para uma pequena mudança nessa publicação. Não
utilizaremos mais nenhum substantivo para nos referenciar à elas a não ser a
simples palavra PUTA, pois:
Fala a verdade? Não da vontade de
beijar a mão dessa senhora? Maravilhosa! Exemplo forte e sólido de aceitação e
orgulho. Todo nosso carinho por você, Dona Gabriela, puta!
Enfim, entre as possíveis (e
necessárias) políticas públicas de proteção às putas, ressaltam-se programas de
acesso educacional, proteção contra DST e de moradia, uma vez que grande parte
das putas, principalmente as travestis, mora na rua ou em casa de cafetinas e condições
precárias e sendo exploradas e não tem aceitação social suficiente para ter
acesso à educação.
Um ótimo exemplo de política
pública voltada às putas foi a ação, voltada para a Copa do Mundo no Brasil em
2014, da Associação de Prostitutas de Minas Gerais que providenciou aulas
grátis de inglês para que as prostitutas de Belo Horizonte pudessem se
comunicar sem problemas com os estrangeiros que visitaram a cidade.
BIBLIOGRAFIA:
https://www.youtube.com/watch?v=CvKkGPiXv0o
http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=politicas-publicas-prostituicao-nao-dao-espaco-cidadania&id=4198
http://revista.portalcofen.gov.br/index.php/enfermagem/article/view/4


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