Olá pessoas!
Como vocês acham que os direitos de homens e mulheres estão sendo defendidos por aí?
Você crê que a defesa destes direitos, ou mesmo os direitos em si, são contemplados por ambos os sexos na mesma medida?
Você acha que isso ocorre em quais setores da vida social?
Você acha que o Brasil tá bem na fita?
Muitas perguntas, várias respostas. Infelizmente os passos para a igualdade de gênero no Brasil ainda serão muitos.
Hoje vamos mostrar a quantas anda a construção de políticas para a igualdade de gênero no Brasil e, posteriormente, comentaremos sobre a Islândia, país que está entre os líderes no alcance desta igualdade.
Até o último índice sobre desigualdade de gênero divulgado pela ONU, este também conhecido como "Gender Inequality Index" (clique aqui para consultar a tabela), o Brasil era colocado na 75º posição do índice, o que demonstra que ainda estamos um tanto longe de alcançar uma igualdade de gênero em níveis gerais.
Em relatório apresentado pelo Fórum Econômico Mundial no ano de 2014, também relacionado a desigualdade de gênero, o Brasil atualmente se encontra na 71ª posição, o que também denota sua queda no ranking que, no ano anterior, se encontrava na 62ª posição.
Fonte: BBC Brasil
As principais fragilidades do país com relação à desigualdade de gênero se encontram em índices relacionados à participação feminina na política e na economia e, mais alarmante, à participação da mulher no mercado de trabalho considerando liderança e salário. Como visto em post já feito aqui no blog, mulheres ganham menos que homens para exercerem as mesmas funções no mercado de trabalho. That makes no sense at all.
SAIBAM QUE APESAR DESSAS PICUINHAS HÁ RESSALVAS!
Isso porque o nível de desigualdade de gênero na educação atingiu a nota 1. O que significa, segundo o relatório apresentado, que não há desigualdade entre homens e mulheres no quesito educação.
Vale apontar também para o quesito igualdade de gênero na saúde, que chegou a 0,98, pontuação próxima à nota total para incidência de igualdade.
Apesar de no quesito participação política ainda estarmos pobritchos, temos o fator crucial de que Dilma Rousseff foi a primeira líder FEMININA da nação. CHORA PATRIARCADO!!
Isso fez com que houvesse uma ascendência na curva de igualdade de gêneros na política.
Além dos fatores apontados no relatório, existem também outras políticas que foram criadas para auxiliar o sexo feminino e que, consequentemente trabalham no alcance da igualdade de gênero, como a criação da Secretaria de Políticas para as Mulheres, em 2003 e a criação da lei Maria da Penha, em 2006, ambas contribuindo para a criação de mais de 600 mecanismos de mulheres estaduais e municipais (ONU MULHERES, 2015).
Obviamente ainda há muito que se caminhar uma vez que a desigualdade no país não é só de gênero, ela ocorre também na esfera racial, social, educacional e em muitos outros níveis setoriais. Para que a igualdade de gênero seja alcançada todas essas esferas tem que ser contempladas no que diz respeito a erradicar as desigualdades como um todo, não somente no quesito gênero.
Alguns países tem dado passos mais largos rumo à essa igualdade, como é o caso da Islândia.
No ano de 1975 várias mulheres poderosíssimas foram às ruas Islandesas lutarem por seus direitos. Baixos salários, reconhecimento mínimo da mulher na sociedade, melhor educação, eram as queixas principais da população feminina. A manifestação totalizou 90% das mulheres islandesas, o que ocasionou mudanças na participação política e social das mulheres no país. Em 1980 foi eleita a primeira presidenta da Islandia, Vigdis Finnbogadottir.
Vigdis Finnbogadottir - Poderosa e Atrevida!
Toda essa movimentação popular feminina, ocorrida ainda nos anos de 2005 e 2010, é também responsável por colocar a Islândia, pela 5ª vez consecutiva, como país líder no índice de igualdade de gênero!!!!!!
Acredita-se que as ações femininas, observadas desde a década de 70 contribuíram para a criação de uma estrutura que fosse capaz de elencar as mulheres na política, na economia e no mercado de trabalho.
Atualmente as mulheres ocupam 45,5% das forças de trabalho e ainda têm tempo de criar seus filhotes devido ao acesso a creches com preços altamente acessíveis.
LÁ TEM LICENÇA PATERNIDADE ALÉM DA LICENÇA MATERNIDADE!!
Pais e mães recebem, por lei, o direito de cuidarem dos filhos pelo mesmo período de tempo. Mara!!
Neste link aqui você encontrará mais detalhes sobre o papel das mulheres na Islândia sob a ótica de Annadís - Islandesa, e coordenadora do programa sobre estudos de gênero da Universidade da ONU na Islândia.
Bom, claro que não dá pra comparar Islândia e Brasil, mas seria interessante se o país conseguisse filtrar o que deu certo por lá e tentar adaptar na nossa cultura. Fica a dica e as informações!
Boa leitura e a luta continua!
Referências Bibliográficas
BBC. O Segredo da Islândia, o melhor país para ser mulher. Disponível em: <http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2013/11/131108_islandia_mulher_fl>
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/10/141028_desigualdade_full_lab
ONU MULHERES. Visão Geral. 2015. Disponível em: <http://www.onumulheres.org.br/brasil/visao-geral/>
UNDP. Table 4: Gender Inequality Index. Disponível em: <http://hdr.undp.org/en/content/table-4-gender-inequality-index>
WORLD ECONOMIC FORUM. The Global Gender Gap Index 2014. Disponível em: <http://reports.weforum.org/global-gender-gap-report-2014/part-1/the-global-gender-gap-index-results-in-2014/>


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